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Archive for setembro \21\UTC 2011

Após essa singela foto, pode-se compreender um pouco o título deste post. Ou não.

A situação: churrasco de recepção dos calouros brasileiros aqui na Centrale Nantes organizado pelos nossos veteranos brasileiros. Simplesmente Brasil. Esta frase, apesar de parecer repetitiva, faz-se necessária pois já tínhamos tido um churrasco de recepção, mas organizado pelos franceses. Eles não sabem fazer festa, tadinhos… O deles é pão com linguiça e eles acham que tá super legal.

Bom, integração de verdade. Estavam presentes todos os calouros, praticamente todos os veteranos e alguns vovoteranos. Falamos muito sobre ‘n’ aspectos da vida em Nantes, do intercâmbio como um todo e muitas histórias desfilavam por sobre as carnes, ainda que estas últimas fossem muito importantes tendo em vista a seca de proteína pela qual passávamos.

Em um certo momento, fui conversar com um vovoterano meu, o Ângelo, do Ceará. Dali a três dias, ele estaria voltando para o Brasil. Trocamos ideias até que começamos a falar do preconceito que os cariocas têm em relação aos cearenses. Como o Vasco, meu time do coração, tinha acabado de ganhar do Ceará no campeonato brasileiro, fiz uma singela piada: “Mas você sabe que eu até gosto do time do Ceará… Vocês facilitam as coisas pra nós no Brasileirão!”. Foi isso que bastou pra ele contar até três tampando a garrafa de cerveja que estava em sua mão e correr atrás de mim me dando um banho de cevada. Senti que a partir daquele momento poderia começar de verdade minha vida em Nantes: um ritual de iniciação…

Após a brincadeira, conversamos mais um pouco até que o assunto da bebida francesa é puxado: o vinho. Conto que gostaria de aprender sobre a cultura desse alimento (é assim que o caracterizo). Após algumas dicas, digo que tenho um vinho no meu quarto e que poderia buscá-lo para ele me mostrar as manhas. “Pega um sapato também.”. “Ângelo, pra que um sapato?”. “Você vai ver.”. “Tá, mas só não estraga porque eu nunca usei.”. Finalmente, ele faz a demonstração da técnica de abrir uma garrafa de vinho com um sapato.

Depois, tirei a foto do começo desse post e, a partir desse momento, passei a andar com o sapato no bolso da minha bermuda. Com esse artefato a mais na minha vestimenta e tendo o nosso churrasco terminado, fomos para o “churrasco” dos franceses. Graças ao espanto das pessoas com tal objeto não usual, fiz amizade com francesas até no banheiro! xD É, alguns banheiros aqui são mistos.

Enfim, nesse dia falei com tanta gente que minha voz sumiu. Porém, apareceram muitas histórias pra contar. O sentimento que aparecia durante o dia inteiro era: “É, é tudo verdade. Tá tudo acontecendo.”

PI 1: Durante o nosso churrasco, havia uma invasão de franceses que sabem que nós, brasileiros, sabemos fazer festa muito bem enquanto o churrasco deles estava um fiasco. Claro, até que chegamos lá e colocamos um tempero canarinho na reunião.

PI 2: Como prova de que o método funciona, tenho a rolha intacta até hoje. Com (ou sem, sei lá…) piadas de duplo sentido.

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